COVID-19
No final do mês de dezembro de 2019 a cidade de Wuhan (China) foi o epicentro da emergência de um novo coronavírus, causador de pneumonia potencialmente grave, o qual veio a ser designado por SARS-CoV-2 (Severe Respiratory Acute Syndrome (Síndrome Respiratória Aguda Grave)), e a doença por ele causada por COVID-19 (Coronavirus Disease; Doença por Coronavírus – 2019). Este novo agente nunca tinha sido antes identificado em seres humanos, e até hoje desconhece-se a fonte de infeção. No entanto, apesar das muitas incertezas, suspeita-se que seja de origem animal.
A maioria das pessoas que são infetadas apresentam sintomas de infeção respiratória aguda ligeiros a moderados (falta de ar), febre, tosse seca, fadiga e mialgias. Em casos mais graves, o coronavírus pode causar pneumonia grave com insuficiência respiratória aguda, falência renal e de outros órgãos, e em último caso a morte. No entanto, na maioria dos casos ocorre uma recuperação sem sequelas. O período estimado de incubação da doença é entre 2 e 14 dias, pelo que a transmissão do vírus pode dar-se por pessoas assintomáticas. O tratamento para a infeção é dirigido aos sinais e sintomas que os doentes apresentam.
Sabe-se que o coronavírus pode ser transmitido entre pessoa-a-pessoa por via aérea, pelo contacto direto (olhos, nariz e boca) com secreções infeciosas, ou quando uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala. De maneira geral, os coronavírus podem igualmente permanecer viáveis durante alguns dias no ambiente, sendo que este período depende, por exemplo, da temperatura ambiental ou da exposição à radiação ultravioleta.
Apesar do vírus ter vindo a infetar pessoas de todas as idades, este parece ser mais agressivo em indivíduos com idade superior a 65 anos, apresentando co morbilidades (diabetes, hipertensão, problemas hepáticos ou imunossupressão causada, por exemplo, por problemas do foro oncológico). É, também, provável que existam em circulação variantes diferentes deste coronavírus, as quais podem apresentar diferentes graus de virulência.
Até à data, a nível mundial, vários países já registaram casos de infeção, tendo sido confirmados um total de 153 517 casos e registadas 5735 mortes; neste caso a taxa de mortalidade aumenta com o aumento da idade, atingindo os 14.8% em indivíduos com a mais de 80 anos de idade. No início de março, a OMS (Organização mundial de Saúde) decretou esta epidemia como uma pandemia, pelo que os cuidados a ter devem ser extremados.
Em Portugal já foram reportados muitos casos de infeção e até registada uma morte, pelo que foi decretado a obrigatoriedade de quarentena por parte da população em geral, evitando, desta forma, o aumento da propagação do coronavírus e demais consequências.
Como peça fundamental para o funcionamento dos cuidados de saúde em Portugal, a SPECULUM, adotou mediadas extraordinárias para contenção do coronavírus, tendo implementado, entre outras, a medida de teletrabalho. No entanto, continuamos sempre disponíveis e atentos às necessidades crescentes do consumidor, e continuamos a servi-lo com o maior brio, excelência e afetuosidade para juntos enfrentarmos esta conjuntura difícil do país.
Não se esqueça de:
1. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão ou com uma solução polialcoólica, durante pelo menos 20 segundos;
2. Reforçar a lavagem das mãos antes e após a preparação de alimentos, antes das refeições e após o uso da casa de banho;
3. Usar lenços de papel para se assoar e descartar imediatamente, lavando as mãos;
4. Adotar medidas de etiqueta: tossir ou espirrar para o braço com o cotovelo fletido, e nunca para as mãos;
5. Evitar tocar nos olhos, no nariz e na boca com as mãos sujas ou contaminadas com secreções respiratórias;
6.Ter em atenção quais as superfícies de maior contágio (torneiras, maçanetas, corrimões, dinheiro, papeis, telefones, teclados/ ratos de computador, etc.);
7. Utilizar máscara cirúrgica e luvas;
8. Manter o distanciamento social;
9. Fortalecer o sistema imunitário ingerindo, por exemplo, laranja, limão, kiwi, gengibre, alho, chá verde, chocolate preto, frutos secos;
10. Caso se encontre com febre, dor de garganta e tosse ou dificuldade respiratória, não se desloque de imediato aos serviços de saúde, telefone antes para o SNS24 (808 24 24 24) e siga as orientações recomendadas. Refira sempre o histórico de viagens, e/ou contato com doentes infetados;
11. Mantenha-se calmo e informado, seguindo os conselhos dados pela Direção Geral de Saúde.
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